terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Livin' la vida loca

18 de outubro de 2009 foi a última vez que escrevi pra vocês. 18 de outubro é também a data de aniversário do meu marido que naquela época ainda era meu noivo e do qual eu nem conhecia a família direito ainda. Nada melhor que um mês de viagens com direito a piolhos na cabeca e queimaduras durante a virada na praia para a gente se conhecer melhor. :)




O ano de 2010 foi daí um ano superduper corrido. Em poucas palavras: último estágio, apresentacao de TCC, trabalho, mudanca (do apê apertado pra uma casa) e preparo pro casório. Só.
Como nao endoidecer com tudo isso? Simples. Eu procurei me concentrar em terminar a facul, apresentar o TCC e a trabalhar. E olha, só isso já é motivo pra se estressar... mas eu estava estranhamente calma e muita gente disse que eu nao era uma noiva normal. Bom, isso se veria mais tarde...
Terminar com o estágio na clínica nao foi problema, mas o TCC... este, coitado, tinha ficado parado por um ano e precisava ser reestruturado, reformado, reanalizado, re-tudo. Nem perguntem quantas vezes eu tive que reescrever esse negócio. Fico agoniada só de lembrar! Mas, finalmente, em agosto, terminei ele e apresentei-o! Deu um alívio imenso ver o quanto valeram a pena as horas mal-dormidas e todo estresse gerado em cima dele. Meu marido teve que ter muita compreensao e paciência comigo naquela época e agradeco a Deus por ele ter tido esta paciência. Eu provavelmente nao estaria agora na Alemanha se assim nao o fosse...




O trabalho foi algo bom e que me trouxe um pouco de volta pra área de Letras. Decidi que seria melhor dar meio ano de aulas de alemao em uma escola particular em Curitiba do que atender pacientes por seis meses na clínica e daí ter que me despedir deles. Hoje vejo que a decisao foi por um lado boa porque voltei a ter fluencia no alemao. Por outra ruim, pois me falta prática para ter o curso de fisio reconhecido por aqui. Mas isto é um assunto longo do qual falarei em um outro post.
Trabalhei ao todo um pouco mais de seis meses. Enquanto nao estava trabalhando, fizemos a mudanca para a nova casa e intensifiquei a minha procura pelo casamento perfeito. :)
Quem nunca se deparou com uma lista de afazeres para um casamento nao sabe o quao complicado pode ser. Sao 1000 e uma coisas a considerar e todo mundo quer dar pitaco. Depois de me estressar um monte por causa da festa (o religioso fizemos na igreja, onde eu era membra), decidi ouvir a voz da minha mae (que no momento era a voz da razao) e pegar um salao pacote, ou seja, com tudo que se espera pra festa. Facilitou muito a minha vida, porque metade dos to-dos da minha lista se foi e eu tinha finalmente tempo para ver outras coisas que precisava ver - como o vestido, por exemplo.
Vi muitos sites de noiva dizendo que o ideal é achar o vestido 2 anos antes do casamento e se guiar por ele para fazer a festa. Superdiscordo, até porque acho que a festa deve ser uma mistura de estilos do casal. Em todo caso, procurei várias lojas curitibanas para alugar um vestido. Até arrastei algumas amigas junto (Carlinha e Danny, many thanks for that!), mas tudo que achava ou era caro demais ou nao tinha o quê que eu queria. Passaram-se meses até que, em janeiro, eu finalmente achei o meu vestido perfeito: em Pelotas, importado da Itália e dois tamanhos maiores que o meu. A proprietária da butique disse que tinha jeito, bati o pé que queria aquele mesmo e minha mae, minha vó e minha tia Lia avaliaram o trabalho das costureiras. Como as três entendem de costura, nao foi fácil, nao. O resultado de toda correria, choro e alergia (fiquei com alergia a casamento, gente! Era só falar no assunto e comecava a me cocar!), voces conferem aqui:




Isso nao é nem 1/3 das fotos que a gente tirou aquele dia, mas refletem bastante o quao alegre foi tudo e como foi bom ter a família toda reunida, além de conhecer ainda o um ou outro que eu nao tinha conhecido anteriormente. Nossa, foi muito legal casar e se desse pra fazer tudo denovo eu faria! :)
Nem parece que essas fotos vao fazer um ano agora em marco!
E isso que eu nem contei da rodada pelos cartórios da cidade pra fazer o casamento civil e o second round que tive que fazer na semana após o casório (para reconhecimento de firma de todas as matérias que tive na facul); das aulas de autoescola que tentei fazer antes de vir pra cá mas que nao passei; etc. Tantos acontecimentos que fecharam com chave de ouro o meu tempo no Brasil que nem tive tempo pra pensar no que estava por vir: a minha vida como casada ao lado de um físico formado na Alemanha. 

2 comentários:

Carol Schwarzbold disse...

Ana querida!
Que bom ler um pouquinho da tua história... com as nossas andanças por aí nos perdemos fisicamente heheheh mas jamais no coração e pela internet... hauhauaha
Fica bem aí pq o Senhor é ctg!!!

Babisenberg disse...

Oi Ana!! Bem vinda de volta ao mundo bloguístico!! Muito bom ler seus escritos!! beijao

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