Estive na Boca Maldita, para dar mostras do pouco que já aprendi com meus três anos de estudo da fisioterapia na Evangélica. Para mim, também foi mais uma amostra de como a gente, sem querer, acaba se abitolando com o passar do tempo, perdendo às vezes a noção da importância do nosso trabalho - o que vale para qualquer campo profissional, não só para os profis da saúde.
Foi realmente ótimo relembrar o que tinha visto nos anos anteriores, através da realização de avaliações funcionais e conscientização das pessoas do quanto este tipo de vício pode fazer mal.
Para muitos, ver um pulmão enegrecido e duro pela ação do fumo no organismo ou saber que a sua atividade pulmonar não está tão forte quanto poderia estar, parece ter surtido efeito. Alguns disseram que já estavam fumando menos cigarros, outros, que fazia anos que não fumavam mais... Na verdade, tudo depende do estágio de dependência e da força de vontade da pessoa.
Aliás, não fumar, mas estar em ambiente fechado ou morar com outros fumantes - sendo fumante passivo -pode ser até mais grave do que ser fumante ativo, já que para o passivo não há filtro que separe alguns dos malefícios contidos no cigarro.
Acho que tudo isso, depende de um pouco de bom senso das pessoas e de uma melhor avaliação do que estão fazendo consigo mesmas e com os outros. Agir com preconceito, não leva em nada. Devemos odiar o vício, mas não as pessoas.
“Fumar pode causar uma morte lenta e dolorosa”