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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Aiai... (ou: nem tudo na vida é flores)

Hoje foi pra mim um dos piores dias (levando-se em conta que ainda é quarta-feira, dia 3 de junho pra mim). Não só porque eu superpisei na bola comigo mesma como também fiquei chateada com um monte de gente. Fiquei pensando que estava mesmo mais do que na hora de voltar pro Brasil, que afinal eu nem faço tanta diferença assim. Daí, chego neste blog, o último post sendo de triséculos atrás e eu só consigo pensar de que nem pra isso eu sirvo mais.

Eu podia ter ligado para melhor amiga, namorado, mãe, papagaio - mas nem todo mundo tem ouvido de pinico e, pela experiência dos meus 26 aninhos que todo mundo fica me jogando na cara, eu devia conseguir solucionar isso sozinha mesma. Besta, eu sei. Mas, fazer o que? Uma hora a gente tem que crescer, né?! (Ou não)

Bom, o dia de hoje começou bem lá fora: solzinho gostoso, um pouquinho chilly, mas nada que não desse pra se aguentar fazendo uso de uma pashmina. Eu já comecei o dia tossindo, como tenho feito nas últimas semana e meia, tossindo pela casa inteira, passando minha doença pros outros, contribuindo para a saúde em geral da população. Fomos às 11h até a casa da Liz Harris, a coordenadora do curso GA que fazemos na OM. Lá encontramos toda a galera international juvenil de Carlisle. Ok, exagero, não toda, mas um bom grupo de alemães, americanos, canadenses, sul-africanos e brits locais. Nem preciso dizer que eu amo o curso, né?! É uma supermistura de culturas + refresh de uma semana inundada de britaniedade.

Ok, isso me ajudou.

O que piorou foi o fato de que cheguei em casa, botei a panela no fogo pra fazer cup noodles, entrei na net, descobri que tinha que estar em uma reunião no centro e que estava já atrasada, descobri que tinha ônibus passando naquele momento e saí correndo de casa. Cheguei a tempo na reunião, tive a reunião e saí pra acompanhar a Elisabet pra comprar algo no centro. Passando numa padaria, lembrei que tava com fome, pensei em sopa e daí lembrei: ESQUECI A PANELA NO FOGO!!!

Meu chapéu! Com'é que eu consigo esquecer ISSO???

Bom, liguei pra Sarah, a brit que mora com a gente e que também tá doente - não tava em casa. Liguei em casa - ninguém atendeu.

Peguei o ônibus, que deve ter demorado uns 10, mas que para mim pareceu 30 min. Abri uma porta, que, por milagre abriu de 1a mão, girei a chave no trinco da outra. A porta não abriu. Cedeu um pouco e percebi que internamente tinha um banco apoiado nela. QUEM APOIARIA UM BANCO CONTRA A PORTA DE ENTRADA DA CASA? Não sei, mas, com algum esforço consegui abrir, ir até a cozinha - toda esfumaçada, como podes imaginar -, desligar o fogo e colocar a panela pra fora pra esfriar e tirar cheiro de dentro da casa.
Abri todas as janelas e portas que consegui abrir (a casa é antiga e foi recém pintada). Tinha que mandar msg pro pessoal. Num impulso, mandei uma sms dizendo que a casa queimou. Tava escrevendo a 2a msg pra dizer que tava tudo bem, quando me ligam querendo saber da situação.
Não é engraçado como as pessoas ficam brabas quando você faz as mesmas brincadeiras que elas fazem contigo?!


Durante este ano fui acusada de não tolerar ironia, de ser muito dramalhona, barulhenta, mandona. Tiro um bom negócio disso: pelo menos, não fui hipócrita, falei o que pensava, fiquei com o coração na mão.
Também aprendi um negócio duro pra maioria dos brasileiros: ficar sozinho. Meio que me acostumei a ficar no meu cantinho no meu tempo livre, tornar o meu quarto o meu refúgio e fugir das pessoas. Isso, na verdade, tem me feito mal. Muito mal. E eu sei que não é aqui em casa que eu vou conseguir mudar isso, já que todo mundo é bixo do mato. Das duas uma: ou eu ainda mudo e tento conquistar o mundo, ou então espero mais um mês para daí finalmente voltar a ser brasileira. HELP!!!

sábado, 18 de outubro de 2008

26 motivos para (não) namorar comigo*

a) Os ângulos não precisam ser necessariamente perpendiculares, mas precisam ser harmônimos;
b) Os números pares e os da tabuada do 5 são melhores do que os outros números;
c) Às vezes princesa de gelo; outras, manteiga derretida;
d) Sempre com alguém ao meu redor – nem que seja eu mesma, falando pras paredes;
e) Eu falo demais;
f) Palhaça da república;
g) Claustrofóbica;
h) Os melhores dias são os de ventania;
i) Cabelo desproporcional e desharmônico quanto à direção e forma;
j) Entre o ar condicionado e a janela aberta do carro, eu prefiro a janela;
k) Matadora oficial de aranhas e mosquitos da república;
l) Se a cama é macia demais, eu durmo no chão;
m) “Tem horas que ela é tão mandona...”
n) Levanto no meio da noite para fazer bolo;
o) Entre cerveja e vinho, prefiro vinho;
p) Detalhista;
q) Sensitiva;
r) Criadora de novas palavras – inclusive entre diferentes idiomas;
s) Demoro para me decidir, mas quando decido é “pra sempre”;
t) Tudo que eu começo, eu termino;
u) Acabou de me conhecer? Dependendo da fase emocional, eu posso ser capaz de te contar minha vida inteira em menos de uma hora;
v) Dark chocolate ginger cookies são a melhor coisa que já inventaram depois do chocolate amargo;
w) Christian freak;
x) Países ainda a serem visitados: China e outros países da Asia. Povo que quero conhecer particularmente: os beduínos (uma especie de ciganos do Saara);
y) Minha lua de mel vai ser na Noruega ou Escócia;
z) A cozinha é um dos melhores lugares da casa – é nela que se produzem maiores relacionamentos – claro que não com a comida em questão.

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•Escrito mês passado

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Maior avião de passageiros do mundo chega a São Paulo



O bichinho é tão pequeno que precisa de uma pista com 45 metros de largura e de 2.600m de comprimento para pouso e decolagem, pistas mais largas para manobrar e pontes de embarque de dois andares para maior comodidade dos pacientes. É capaz de transportar mais de 800 passageiros em classe única.

Seria por acaso um Titanic dos ares???

E olha só que legal: Os argentinos querem comprar um também!!!


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.:. Postando em 11/12 -> 11+12=23!!!
MEDO!
(explico o porquê outro dia; fica entrementes como piada interna)

terça-feira, 24 de julho de 2007

]--]]-

Pra ser sincera não aguento mais ouvir no acidente da TAM e saber de quanto os familiares das pessoas que morreram estão sofrendo. Parece cruel dizer isso, mas cansei de ouvir e ver os relatos vindos de jornalistas que só exploram o sofrimento humano! Eles fazem com que tudo pareça tão maior, tão incrivelmente anormal neste mundo atual, em que milhares de pessoas morrem todos os dias por falta de comida e água. Explorar o sofrimento humano, pode até ser uma tática viável para a mudança, mas confesso que me sinto mais revoltada com a abordagem que esta sendo feita do que impelida a fazer algo!




Ademais, o sofrimento sempre foi parte essencial para o aprendizado do ser humano. Não quero dizer com isso que acho justo que tantas pessoas sofram por desnutrição e desidratação, mas considero que podemos aprender com os erros dos outros e melhorar o que está ruim. Como Fernando Sabino mesmo fala em Encontro Marcado sobre um dos seus personagens:

De tudo ficaram três coisas: A certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.

É muito fácil querer desistir. Werther, personagem do livro de Goethe, procurou este fim.

O desafio mesmo está em continuar, onde só se encontram escombros. Escombros de sentimentos aos quais só mesmo a esperança de um novo amanhã pode perseverar.

Que sejam encontrados motivos, mas também soluções.

Para que não se tenha que culpar a caixa de Pandora por ter deixado escapar também a esperança salvadora!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Uma criança é arrastada por 7 quilômetros no RJ...

Bom, acho que todo mundo que ligou a televisão para ver os jornais nos últimos dias se deparou com esta notícia. Uma criança foi arrastada por 4 bairros, equivalentes a 7 km, porque havia ficado presa ao cinto de segurança de um carro. Este, ao qual o menino de 6 anos estava preso, tinha sido roubado por 3 jovens.
Poderia ter sido mais um roubo. Mas o fato da criança ser de pouca idade e os ladrões terem entre 16 a 19 anos, acendeu muitas discussões no país. Uma delas, é referente à redução da idade penal.
Sinceramente, não penso que a redução possa melhorar a situação. Essa decissão somente iria aumentar o número de prisioneiros, o que no Brasil equivale a mandá-los para escolas do crime! O que o país poderia fazer para mudar a situação, seria ter um maior controle da criminalidade e, principalmente, criar meios destes jovens terem possibilidade de aprender uma boa profissão, poderem trabalhar nela, e não terem necessidade de se encaminhar para o crime.
Eu sei que os passos até a realização disto não são fáceis. Mas, poxa, alguém precisa fazer alguma coisa!!! Se descabelar, chorar desesperadamente pela situação, sentir pena da família que agora chora, não trazem resultado algum! Precisamos nos mobilizar e lutar para que ocorra a mudança!!!
Afinal, o que adianta falar e falar... e não fazer nada?! Isso por acaso te deixa mais leve? E se fosse o teu filho que agora está enterrado dentro de um caixão?!
(Eu ia ainda falar do uso de cinto de segurança, mas acho que vou deixar pra outra vez...)
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