sexta-feira, 5 de junho de 2009
Onde cargas d'água fica Barrow-in-Furness???
Sim, o dia foi bem melhor hoje. Prayer meeting, trabalho no Opp shop (brexó superdivertido no qual a gente trabalha nas segundas e quintas/sextas) e Lodge foram iguais a todo outro dia. Choveu depois de uma semana secular de sol :), me molhei, as coisas de sempre.
Fomos convidados a ir jantar na casa do Eddie e da Hanna. O Eddie é meio que o co-vicar aqui da comunidade e tem uma carinha de moleque que só vendo. É olhar pra cara dele que tu já esperas que ele faça alguma travessura... E é bem capaz que ele a faça. ;)
Ambos são muito queridos e moram a mais ou menos o mesmo tempo que nós estamos aqui. A noite chegou definitivamente bem mais rápido do que deveria!
Ao chegar em casa, passei um tempo conversando no hall com a Johanna e a Elisabet. Esclarecemos alguns assuntos pendentes e começamos a conversar sobre os que irão nos substituir, onde vão morar e etc. Certo é que ninguém vai ter a mesma experiência que nós aqui! Não só porque são diferentes pessoas (dã!), mas também porque a divisão será bem diferente. Alguns virão para Carlisle, outros ficarão em Londres, mas outros ainda irão morar e trabalhar em Barrow-in-Furness. Barrow-in-Furness??? Onde, cargas d'água fica isso???
Beeemmm, não fica muito longe daqui, é bem mais perto do Lake District (paraíso nacional dos brits, algo parecido com SC) e é uma cidade portuária. Ah, e pasmem: Álvaro de Campos, um dos heteronômios de F. Pessoa é de lá!!!
Não acredita? Tá aqui o poema!
Enfim, semana que vem irei pra lá e posso contar mais detalhezinhos.
Me desculpem, mas preciso fazer a mala agora já que vou visitar o meu namorado teuto-brasileiro amanhã! Iuhuuu! \o/
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Aiai... (ou: nem tudo na vida é flores)
Eu podia ter ligado para melhor amiga, namorado, mãe, papagaio - mas nem todo mundo tem ouvido de pinico e, pela experiência dos meus 26 aninhos que todo mundo fica me jogando na cara, eu devia conseguir solucionar isso sozinha mesma. Besta, eu sei. Mas, fazer o que? Uma hora a gente tem que crescer, né?! (Ou não)
Bom, o dia de hoje começou bem lá fora: solzinho gostoso, um pouquinho chilly, mas nada que não desse pra se aguentar fazendo uso de uma pashmina. Eu já comecei o dia tossindo, como tenho feito nas últimas semana e meia, tossindo pela casa inteira, passando minha doença pros outros, contribuindo para a saúde em geral da população. Fomos às 11h até a casa da Liz Harris, a coordenadora do curso GA que fazemos na OM. Lá encontramos toda a galera international juvenil de Carlisle. Ok, exagero, não toda, mas um bom grupo de alemães, americanos, canadenses, sul-africanos e brits locais. Nem preciso dizer que eu amo o curso, né?! É uma supermistura de culturas + refresh de uma semana inundada de britaniedade.
Ok, isso me ajudou.
O que piorou foi o fato de que cheguei em casa, botei a panela no fogo pra fazer cup noodles, entrei na net, descobri que tinha que estar em uma reunião no centro e que estava já atrasada, descobri que tinha ônibus passando naquele momento e saí correndo de casa. Cheguei a tempo na reunião, tive a reunião e saí pra acompanhar a Elisabet pra comprar algo no centro. Passando numa padaria, lembrei que tava com fome, pensei em sopa e daí lembrei: ESQUECI A PANELA NO FOGO!!!
Meu chapéu! Com'é que eu consigo esquecer ISSO???
Bom, liguei pra Sarah, a brit que mora com a gente e que também tá doente - não tava em casa. Liguei em casa - ninguém atendeu.
Peguei o ônibus, que deve ter demorado uns 10, mas que para mim pareceu 30 min. Abri uma porta, que, por milagre abriu de 1a mão, girei a chave no trinco da outra. A porta não abriu. Cedeu um pouco e percebi que internamente tinha um banco apoiado nela. QUEM APOIARIA UM BANCO CONTRA A PORTA DE ENTRADA DA CASA? Não sei, mas, com algum esforço consegui abrir, ir até a cozinha - toda esfumaçada, como podes imaginar -, desligar o fogo e colocar a panela pra fora pra esfriar e tirar cheiro de dentro da casa.
Não é engraçado como as pessoas ficam brabas quando você faz as mesmas brincadeiras que elas fazem contigo?!
Durante este ano fui acusada de não tolerar ironia, de ser muito dramalhona, barulhenta, mandona. Tiro um bom negócio disso: pelo menos, não fui hipócrita, falei o que pensava, fiquei com o coração na mão.
Também aprendi um negócio duro pra maioria dos brasileiros: ficar sozinho. Meio que me acostumei a ficar no meu cantinho no meu tempo livre, tornar o meu quarto o meu refúgio e fugir das pessoas. Isso, na verdade, tem me feito mal. Muito mal. E eu sei que não é aqui em casa que eu vou conseguir mudar isso, já que todo mundo é bixo do mato. Das duas uma: ou eu ainda mudo e tento conquistar o mundo, ou então espero mais um mês para daí finalmente voltar a ser brasileira. HELP!!!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Providências
Me sinto gratificada por poder ainda sentir o sol sobre a minha pele e ouvir o burburinho de vozes brasileiras. O que será que o futuro me aguarda? Aventura, com certeza, complicações, provavelmente, saudades... bom, saudades sei que já sinto agora. Saudades dos abraços fortes e reconfortantes, saudade dos sorrisos, do jeito peculiar do brasileiro e de todo latino de ser. Guardarei tudo isso em uma caixinha, uma caixinha que ficará em um canto do coração...
Não, minto. Esta caixinha não ficará num canto do coração. Ela me dará forças, para continuar quando os momentos forem difíceis, abrindo-me portas e janelas - nem que seja em imaginação. Porque esta caixinha, preenchida por tantos sentimentos enraigados, já faz parte de mim.
domingo, 13 de julho de 2008
:: Construções ::

No caminhar da carruagem da vida, muitas muralhas são elevadas. Medo e desejo de proteção descrevem bem os motivos de se contruí-las. Elas nos protegem dos olhares curiosos, mas também podem ser motivo de afastamento. Viramos extremamente seletivos. Deixamos somente aqueles em nosso castelo entrar, os que tem algo a contribuir. Não contribuimos para qualquer um. Não amamos a qualquer um. Amamos a quem nos ama e ponto. E nos esquecemos que para de fato amar é preciso o sacrifício da exposição.
*

__________________________________________________
*Imagens do castelo de Rötteln, o qual eu podia ver da janela do meu quarto na Alemanha. Acima, imagem interna do castelo (torre direita), abaixo, visão panorâmica a partir do castelo, com vista para a "minha casinha".
Mais fotos de Burg Rötteln
sábado, 14 de junho de 2008
Umhüllung
Something is gonna happen. I know. And feel myself numb. In the end of next mounth I´m going to say bye from my parents and friends and look onto a new world. I just can´t imagine what all I´m going to see there. I don´t know what I can expect. I´m afraid to expect too much. I feel myself like these trees of Swizzerland being prepared for the next season...
8 coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer

Recebi este convite da Karla e resolvi participar.
Não que eu tenha coisas muito fixas referentes a isto, mas é sempre divertido se determinar certos alvos na vida (além de ser superestimulante tudo isso).
E as regras são:
1- A pessoa selecionada deve fazer uma lista, com oito coisas que gostaria de fazer antes de morrer.
2- É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas, não importando o que seja, é necessário que a pessoa explique as regras do jogo.
3- Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs, amigos.
4- E, finalmente, deixar, se possível, um comentário para quem nos convidou, e informar os convidados.
Fácil, né?!
Então, meus sonhos fatalis são:
- Visitar a China;
- Ter um filho (próprio ou adotado ou os dois);
- Ter alguém do sexo maculino que me olhe dentro dos olhos com cara de bobo e me diga "Ich liebe Dich, mein Schatz";
- Saltar de paraquedas;
- Fazer um curso de dança;
- Saber falar mandarim;
- Doar sangue;
- Falar o que penso sem ter medo de machucar os outros.
Ainda tenho vários outros, mas pensei em escrever somente aqueles que agora me vem à memoria...

Amigos convidados a participarem:
- Raquel
- Beethoven
- Malk
- Mel
- Claudio
- MT
- Anica
- Fabi
Well, C´est la vie!
domingo, 1 de junho de 2008
"Sê plural como o universo!"
Ah, olha eu denovo falando para o vazio...
Bom, hoje foi a minha vez de ser tratada. Bem que eu precisava de umas sessões de fisioterapia :) mas não foi isso que eu fui fazer às 10h no Boa Vista. Uma das minhas recentes pacientes me falou da Semana da Beleza que estão desenvolvendo no salão de beleza e me perguntou se eu não estaria afim de uma limpeza de pele. Poderia ter ficado braba com ela (afinal, ela indiretamente me chamou de sujinha! =P), maaaasss, preferi conferir a promoção - até porque foi de grátis!
Como de costume olhei no mapa para saber o local exato e quais onibus pegar e saí. Porém, quando cheguei lá descobri que a rua era um pouco mais longe do que eu havia visto no mapa... =P Encurtando a história, cheguei lá, fiz a limpeza de pele (juro que nunca havia posto tantos tipos de cremes no rosto!) e voltei pra casa. A limpeza foi bárbara! E de quebra pude voltar com o cheirinho de Gabriela Sabatini pra casa - eu simplesmente amooo esta marca!
Poema de Pessoa que faz lembrar alguém:
Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?
Não sei.
Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa
Incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
domingo, 11 de maio de 2008
Pão

Não, não vou falar do meu posicionamento a respeito da escasses dos alimentos no mundo - afinal, é tudo uma questão de distribuição de renda, controle de natalidade,...
O pão em questão é o que eu ganhei de uma das minhas pacientes na sexta. Bobagem? Bom, não para mim, já que esta paciente chegou com dores nos ombros e cotovelos e nem conseguia erguê-los quando comecei a atender! Desde então o ombro dela melhorou tanto que ela foi capaz de amassar o pão, algo impensável com a dor que sentia antes!
Não estou querendo me gabar com isso, mas falar da maravilha que alguns movimentos precisos são capazes de fazer. Não precisei fazer uso de nenhum aparelho complicado. Foi só mudar algumas atitudes de posicionamento. Na vida, a gente muitas vezes anda tão cego que não consegue mudar em alguns aspectos. E quando finalmente resolve a questão, vê como tudo era bem mais simples do que precisava ter sido.
Simplicidade e atitude, eis as palavras mágicas!
(ao lado de obrigado, por favor e com licença, ébóvio! =°))
sábado, 26 de abril de 2008
Para falar de coisas normais...
Tenho que admitir que ultimamente tenho dado muito mais valor ao meu curso de fisio do que ao de letras. Ok, estou somente com duas cadeiras no último, a matéria é interessante, mas eu não consigo mais me concentrar direito na aula. Começo a pensar nos meus pacientes e a arquitetar novas formas de tratamento para cada um deles. E o negócio é viciante, já que você pode ver a alegria que eles têm ao amenizar ou não sentir a dor que sentiam antes... Esta semana uma das minhas pacientes me disse algo que me tocou muito: "Ana, só você pra me tirar essas dores que eu tenho. Se não for você, ninguém mais vai conseguir." Confesso que eu fiquei feliz e atordoada ao mesmo tempo. Afinal, a gente muitas vezes nem se dá conta o quanto os pacientes sofrem com as dores que tem. Junto com isso vem a responsabilidade de estar lidando com alguém por 2, 3 vezes por semana e que confia na tua capacidade de bolar algo pra fazê-la melhorar. É algo muito doido, muito arriscado, mas, mesmo assim, muito gratificante!
Posso não ter tido o grande sonho de ser fisioterapeuta, mas sempre sonhei em poder ajudar as pessoas de alguma forma.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
E no final só ficam...
Lembrança do abraço dado;
Lembrança do beijo roubado;
Lembrança do ombro amigo e da consciência do valor de tudo isso;
Lembrança de estar só e sentir-se péssimo;
Lembrança do estar só e de bem consigo mesmo;
Lembrança daquela noite enluarada;
Lembrança da noite dormida em baixo do céu de estrelas;
Lembrança das piadas idiotas e das quais rimos tanto aquela noite;
Lembrança das aventuras em meio à mata, as indiadas, o luau;
Lembrança do violão e uma voz a soar;
Lembrança do silêncio falando mais que o próprio articular da boca;
Lembrança do frio querendo quebrar o gelo;
Lembrança do sol a aquecer a substância;
Lembrança da chuva molhada a adentrar pelo meu corpo;
Lembrança dos equívocos;
Das lutas;
Das rejubilâncias;
Lembranças de um tempo, que já passou.
AEF - 25/04/08
domingo, 23 de dezembro de 2007
De malas prontas para Schlaraffenland

Chega finalzinho do ano e você só tem aquele pensamento: ar puro, carinho, família, caminhadas longas, indiazadas e muita, mas muita distância de computadores e outras coisas que possam te lembrar de trabalho e pesquisa. Nem parece que você conseguiu aguentar um ano enfiado nos livros, subindo e descendo ruas, sonhando acordado com este momento.
Pessoalmente posso dizer que este ano foi terrível e ao mesmo tempo majestosamente incrível. Explico: 2007 foi um dos anos em que eu mais quebrei a cara, com pessoas que eu pensava que gostavam de mim, com proto-amigos que me mostraram a real diferença entre coleguismo e amizade. Também foi o ano que eu conheci outras facetas de mim mesma, o que me causou medo, espanto e até mesmo uma dose de prazer inexplicável. Percebi que queria que os outros fossem sinceros comigo, mas que eu (!) muitas vezes não conseguia ser sincera comigo mesma. 2007 foi também o ano em que me tornei menos orgulhosa e aprendi a aproveitar as pequenas coisas da vida.
Só em pensar no ano que vem, já me dá um tremendo frio na barriga. É estágio no hospital, clínica e Bairro Novo (e sua consequente responsabilidade no tratamento com os pacientes) + projetos a serem pesquisados para suprir as horas extras que devo. É óbvio que com toda a correria terei que deixar o curso de Letras um pouco de lado (sniff), assim como parte da minha vida social e virtual. Depois, Inglaterra por um ano onde irei me dedicar a algo totalmente diferente: salvar vidas por Cristo.
Enfim, milhares de coisas que se tornam normes, pelo simples fato de ainda estaremno futuro. Apesar disso, tenho confiança. Aprendi a lutar pelo que quero e a agir em vez de muito pensar.
Boas festas e um abençoado ano!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Se meus olhos tirassem fotos...*
VENDO.
É sério!
O mundo tá tão podre que tem gente já de antemão vendendo árvores...
__________________________________________________
*Aceito receber humildemente uma digital de presente de Natal...
domingo, 2 de setembro de 2007
Cuidado, veneno na grama!
Tá certo que na maioria dos estádios falta um desfibrilador (DEA) e um maior espaço para a ambulância entrar, o que já é causa de preocupação. Segundo Samir Ale Balk, que foi meu professor de Neuro e que trabalha no SAMU, cada lugar aberto, de grande circulação de pessoas deveria conter pelo menos 1 DEA. Isso significa que não são só os estádios brasileiros, mas que também os shoppings, grandes supermercados e calçadões teriam que ter ao menos um; algo que já é comum no Japão.
Apesar de parecer um negócio complicado, é bem mais simples de manusear do que se imagina: a máquina dá todas as instruções necessárias e trava quando houver uso incorreto dela.sábado, 1 de setembro de 2007
O Ministério da Saúde adverte: “Fumar pode causar uma morte lenta e dolorosa”

“Fumar pode causar uma morte lenta e dolorosa”
domingo, 26 de agosto de 2007
TEMPOS MODERNOS
Ele: Tenho uma proposta melhor. Eu te dou casa, comida e roupa lavada e tu trabalhas fora.
Ela: Fechado.
Apesar do trecho acima ser uma cena interpretada estes dias por amigos meus em tom de brincadeira, reflete uma realidade bem comum. Rendeu boas discussões callianas esta última semana sobre a posição da mulher versus do homem nos dias de hoje e quais os caminhos pelos quais estamos trilhando.
Enquanto que na época da minha avó, mulher era criada para viver dentro de casa, criar os filhos e não ter muitas ambições ocupacionais, e na época da minha mãe as mulheres queimavam sutiãs em praças públicas, eram feministas e pregava-se o amor livre, atualmente vejo que caminhamos (como comunidade) para um ponto provável de equilíbrio. Digo provável, porque não sei até que ponto o ser humano é capaz disso. Afinal, até mesmo quando estamos tranqüilos e felizes, precisamos criar pequenos entreveros para concretizar nossa felicidade... Mais uma vez vemos o quanto todo ser humano é dúbio e como, quando solto e sozinho, é capaz de arquitetar muita porcaria mesmo.
Mas, voltemos ao assunto original dos papéis humanos: Observo que nós mulheres temos uma grande vontade de mudar o mundo, ao mesmo tempo em que não queremos nos desgarrar do que é nosso, ou seja, do cuidar dos filhos, do feeling que adquirimos pela experiência histórica em criar os pimpuxos (também chamado de inteligência emocional pelos entendidos do assunto), da sensibilidade, enfim. Não estou afirmando que não somos capazes de tudo isso, mas começo a duvidar se nos sentimos (iremos nos sentir) felizes na posição de mãe trabalhadora que deixa sua filha durante o dia com a empregada. Afinal, qual o preço que iremos pagar por isso?
E, aliás, alguma de nós já parou pra pensar qual o papel masculino nisso tudo? Não é de se admirar que muitos homens fiquem confusos por não saber qual posição tomar em meio a tanto querer feminino. Queremos alguém forte ao nosso lado, mas ao mesmo tempo queremos ser forte também. Queremos viver o mundo deles, mas os criticamos por não terem tempo para os filhos e trabalharem demais.
Pergunto-me, até que ponto não somos egoístas e não desvalorizamos o que é historicamente nosso, como o prazer de ver os filhos crescendo e ter tempo para tomar um mate e ouvir os problemas das amigas. Afinal, o que estamos construindo para nós e o que queremos realmente?
*Em tempo: Há mais ou menos uns dez anos atrás o meu discurso seria bem outro. Lembro-me de criticar ferrenhamente a minha mãe por ter desistido de fazer vestibular e cursar uma universidade para estar junto de meu pai. Só fui entender o valor da abdicação dela mais tarde, ao morar com meus avós e ver que a inteligência não se faz somente sentada na cadeira da escola.
Quando vejo meus pais hoje juntos e minha mãe cursando a universidade, só consigo sorrir e pensar: Também quero um futuro assim pra mim!
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Pós-fase Zumbi de meia Tigela

sexta-feira, 6 de julho de 2007
Mais um aviãozinho...
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Imim Matsuri
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Panela de pressão
Quando você de repente vê que na verdade não pode confiar em ninguém porque sempre vai ter alguém para lhe enfiar uma faca nas costas? Quando todo o bem que você faz a alguém é recompensado por mentiras e/ou omissões?
Sempre acreditei que seria errado colocarmos rótulos nas pessoas e pensarmos somente em nós mesmos. Afinal, o mundo precisa de pessoas que se preocupem pelos outros e que façam mais do que só pensar em si mesmos. Aliás, nunca entendi porque algumas pessoas acham que pisar nos outros poderia levá-las a algum lugar ou que poderia dá-las algum tipo de benefício.
Pois é, cá está a trouxa.
Fui a "pentelha" que não parava de falar que as coisas precisavam ser feitas para que não ficasse tudo pra última hora; fui a chata e quadrada perfeccionista que se importa sim em entregar um trabalho de qualquer jeito; fui a tola de mais uma vez acreditar que encontraria compreensão ou um mínimo de coleguismo no momento em que estava cansada e sem forças.
Pois bem, sua tola! Trate de lamber as suas próprias feridas! Seja mais egoísta, não repasse os seus conhecimentos para pessoas que não o merecem. Pra que ajudá-las se elas querem continuar na burrice??? Pior, vão acabar pisando em você!
Bem que dizem: Quem com porcos janta, só migalhas come.
domingo, 17 de junho de 2007
E quando a vaca vai pro brejo...*
Os dias estão corridos, com uma pilha de provas para estudar (A semana que vem será punk! Ao menos uma prova por dia!) e maravilhosos dias de sol lá fora. Anteontem mesmo tinha um vento e um sol... HMMMM!!! Que vontade de sair pulando serelepe e que nem uma doida pelas ruas e caminhos a fora! Ainda mais quando o meio ambiente fica assim...

... tão colorido!!!
---------------------
Mudando um pouco de assunto: Na sexta-feira passada fiquei sabendo da minha professora de inglês oral de que estão chamando estrangeiros para irem pra Alemanha e outros países da Europa para contribuir em pesquisas acadêmicas e estudar lá. Como já estou pensando a mais tempo em fazer minha pós por lá (de preferência na Alemanha: assim já aproveito e visito alguns velhos amici =) ), é claro que fiquei superanimada com tudo isso. Eis uma melhor averiguação em curso.
[Vale lembrar que fazem 9 anos que voltei de lá! Oh, saudade!!!]
--------------------
Uma das coisas legais de se caminhar todos os dias são as pessoas que a gente encontra no caminho. É gari, vendedor de bugiganga, zelador de casa, guarda de prédio, cobrador de ônibus,... Alguns são meros desconhecidos, que eu cumprimento ao passar, mas outros tiram troça, jogam conversa fora. Tem o zelador João que sempre me cumprimenta e já quer me fazer parar pra contar a última de um dos seus 4 filhos. Muitas vezes tenho que adivinhar o que ele fala por causa do tráfego intenso da rua e do problema de fala dele (ele engole algumas letras das palavras). Mas eu sempre me divirto também. E não tem um dia (tirando os dias de chuva braba, é claro!) que ele não me acena, chamando-me pelo nome e perguntando: Tudo bem? Outro que faz parte da minha vida diária é o sr. Alexandre, um gaúcho de Banto Gonçalves, exilado já a alguns bons anos por aqui. A gente já proseou bastante sobre a linda terra amada e o povo guerreiro do sul deste nosso país (Quando não conversamos sobre política e as dificuldades do povo brasileiro). O sr. Alexandre trabalha todos os dias perto de um dos pontos de ônibus que passam perto da minha casa. Ele é camelô e conhece praticamente todo mundo aqui da região. É uma pessoa de idade, mas muito guerreira e diz que poderia ficar em casa, com os seus bichos e a sua horta, mas não curte essa coisa de ficar sentado e não fazer nada. Eu ainda vou ter que sentar uma hora dessas com ele e tomar um belo dum chima! =)
---------------------
A apresentação vai coroar a minha semana de ambulante estresse. =)
Já estou fazendo até promessas a mim mesma para não me sobrecarregar semestre que vem. Haha, quero só ver!
Pelo que me conheço vou ter que me segurar muito para não pegar matérias da federa além da conta. Mas, tudo bem, acho que estou aprendendo aos poucos...
--------------------
Falando em aprendizado:
Eita como Deus trabalha na gente, hein?! Sério, quando eu penso já ter aprendido tudo, Ele chega e me mostra o quanto tem de cimento faltando nas bases.
Glórias!!! Glórias!!!
...mesmo que me rasge a alma...
(Rm 8:28)
__________________________________________________
* Dizem que a expressão teve origem na Índia. Como todo mundo sabe, os indianos têm os seres ruminantes, em especial a vaca, como sagrados. Ninguém pode comê-las, maltratá-las ou fazer coisa parecida. (Ou seja: eu só iria pra lá à visita. Imagina passar uma vida sem comer churrasco!!! =0) E a Índia possui grandes banhados, onde é produzido muito do que se come or lá. Como os churrasquinhos ambulantes andam soltos (Oh, pleonasmo!), acontece de, volta e meia, um ou outro ficar preso no brejo. E aí, meu bem, haja força pra tirar o bichano de lá!!!
Fonte: Programa Origens
