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sexta-feira, 25 de abril de 2008

E no final só ficam...

... as lembranças.

Lembrança do abraço dado;
Lembrança do beijo roubado;
Lembrança do ombro amigo e da consciência do valor de tudo isso;

Lembrança de estar só e sentir-se péssimo;
Lembrança do estar só e de bem consigo mesmo;

Lembrança daquela noite enluarada;
Lembrança da noite dormida em baixo do céu de estrelas;
Lembrança das piadas idiotas e das quais rimos tanto aquela noite;
Lembrança das aventuras em meio à mata, as indiadas, o luau;
Lembrança do violão e uma voz a soar;

Lembrança do silêncio falando mais que o próprio articular da boca;
Lembrança do frio querendo quebrar o gelo;
Lembrança do sol a aquecer a substância;
Lembrança da chuva molhada a adentrar pelo meu corpo;

Lembrança dos equívocos;
Das lutas;
Das rejubilâncias;
Lembranças de um tempo, que já passou.


AEF - 25/04/08

segunda-feira, 31 de março de 2008

Coisas noturnas (título provisório...)

Ele chegou com pressa. Já tinha me visto de longe. Procurou-me com avidez.
Passou a mão pelos meus cabelos. Soltei-os. Acariciou-me o rosto e os cabelos. Repentindo o gesto, me fez estremecer da cabeça aos pés. Tentei me defender, continuando o caminho. Mais uma vez um leve estremecer. Abri meus braços e entreguei-me ao momento. Cheguei ao meu destino aquecida por dentro.


Quem é ele, perguntais?
Pois então...
é o vento curitibano
o qual sopra sem parar.

domingo, 21 de outubro de 2007

Para refletir e comentar:

V I D A
A___O
C U BO

incubadora
carrinho
apê-kitinete

carro
[arranha-céu
pc
quadradas]
carro melhor

casa
televisão
caixão

by Flucka, 21/10/2007



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by Flucka, 21/10/2007

domingo, 19 de agosto de 2007

A tentativa de uma Primavera (em julho)

Sua tola!
Ainda pensas
como se ontem mesmo houvesse partido!
O tempo, o esqueleto
Nada parece ter mudado
Ao mesmo tempo em que
Tudo mudou

-

Ela te salvou
De mais uma loucura
O sono
revigoroso
chegou para te fazer esquecer o que não foi...

-

Porque choras, bela mía?
Porque choras?
Voltei para os teus braços
Voltei pelos teus almaços
Que tanto sentimento me souberam descrever

-

Queres a mim, antigo amado?
Pois bem
tarde vieste
Nada mais poderá s (e) fazer

-

Bela mía, bela mía!
Não me digas isto!
Um coração tão inflamado
não pode transmitir estas palavras e mudar tão logo!
Por acaso me queres malograr com estes trechos e dilacerar o que meu coração queima em dizer?

-

Ó querido, quantas vezes quis eu ouvir palavras assim de ti
E quanto eu sofri por estar longe!
Mas agora é tarde
Não se pode voltar atrás

-

Ó minha amada, que tragédia a minha
Ao te conhecer não pensava que iria
Um dia sentir com toda intensidade
Queria sim, voltar ao momento em que menti
Em que desmereci tudo aquilo que senti

-

Ó meu caro, agora é tarde
Preciso ir!
Esperei demais por isso
Adeus

-

Ó por favor não vá, cara mía, não vá!
Queria ter mais um último instante
Um último respiro
Que tivesse a duração
De mais de uma eternidade!

-
-
A.E.F. /2007

domingo, 1 de abril de 2007

Palavras ao vento - soltas que nem sereno*

Uma palavra, um suspiro, um pensamento
Tão furtivos
Mas estão lá,
quietinhos,
Esperando o melhor momento
Para te surpreender.

===================================================
O levantar pálido
A dor ardente
O caminhar falho
A boca doente
O cigarro apagado
A vida perente
Você sofre
Mas o mundo (des)mente.

===================================================

Bicho-cabeça
Papo-cabeça
Porque a necessidade de falar em vez de fazer?
Bobagens pensadas
Bobagens repensadas
Bobagens não feitas
Porque pensar previne o mal-fazer!
===================================================
Amar sem ver
É crer que pode ser
É ser e não ter
É não esquecer de viver.

===================================================

Obrigada por ter me feito ver
A fraqueza do meu ser
A figura que sem querer
Eu me tornei sem ver.
________________________________________________
*Retrato da semana (A.E.F.)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Tributo ao Valentinstag {Valentine´s Day}

Há coisas que a gente sente
E decididamente não entende,
Outras simplesmente não sente
Ou ao menos parece que
Assim como há outras
Que se entende
Somente quando se sente
Mesmo que sem querer.

A violenta suavidade das violetas,
O tormento agradável
Que tem uma paixão,
Os ventos,
Até mesmo os violinos
Não foram feitos para serem entendidos.

Vento algum venta
Porque precisa ser compreendido
Venta apenas porque quer
Não porque tem motivo
Nuvens, poemas,
Às vezes um vôo de passarinho
Não importa o que uma brisa for fazer

Para um vento quem sabe, sentir já seja uma forma de entender.

[Fernando Koproski]




E depois de meia dúzia de tempos, volto a tocar...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Tão pouco quão muito, quão pouco tão muito

Foto: Markplatz Lörrach
(-> monumento do mercado de Lörrach/Alemanha)

Tão pouco se dizer,

Mas tanto se querer.

Tanto se amar,

Mas tão pouco demonstrar.

Muito se dizer,

Mas tão pouco se querer.

Tanto demonstrar

E tão pouco se amar.

A.E.F. - nov/2006

sábado, 2 de dezembro de 2006

And if I don´t know...???

Sad and tired... I´m emotionally and bodiely (?) ready for vacation...

A poem I´ve written last Saturday (yes, in portuguese!):


Queria ser um passarinho

E viver o dia a cantar

Ser feliz em todo tempo

E não me afligir com o passar

Passar do tempo verdejante

Do vento doce a florir

Dos meus sentimentos tão eternos

Não quero indiferença sentir.

Mas sei que pouca coisa é eterna

Somente Deus, que virá no porvir

Somente a paz e a vida eterna

Serão motivos do sorrir.



Fluffy

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

And...

Another poem, made some time ago...


Nada há como um carinho
Um abraço dado em momento de desespero
Um compartilhar em silêncio
Que acalma o coração e a alma
Que traz de volta à vida
E à vontade de viver.

(Fluffy, 22/01/06)


Comentem, amigos leitores e leitores amigos!

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Some portuguese...

Well, today I decided to post an old poem I made some years ago...
It was a time where I questioned many things that were happening in my life. It´s a poem written while having class...
Sorry for them that won´t understand it, but it´s in portuguese... maybe one day I´m gonna write something in English, too.


N°1
Ouço barulhos à minha volta
O murmúrio das vozes como uma catarata
Me fazem perder a atenção à aula.

Estou cansada de ouvir vozes
De seguir algo que não é certo
E que algo dentro de mim teima em dizer
Que está certo.

Recusar algo é muito mais fácil
Do que aceitar algo, me disseram,
Mas será mesmo?
Será que são corajosos, os que se embebem em vícios,
Que seguem sempre as regras da sociedade,
Os que não se reconhecem por inteiro,
Porque temem não agradar?
Será que o nosso mundo não tem mesmo nada bom
Que poderia fazer de nós otimistas em vez de pessimistas,
Será que temos que sempre primeiro ver para acreditar...

Fluffy, 2001.
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